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terça-feira, 1 de março de 2011
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Ficheiro de Calculo - Biomecânica

Sempre ajuda alguma coisa.
Fazer download do ficheiro (Aqui)
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Biomecânica do Ciclismo
Aqui encontramos uma ciclista posicionada sobre a bike demarcada com pontos que representam as articulações, as linhas traçadas facilitam a identificação da velocidade angular e dos ângulos que podem ser usadas em analises cinemáticas da técnica de pedalada.
No caso do ciclismo, a biomecânica está presente em muitos pontos, como posicionamento sobre a bike, sobrecargas articulares, técnica de pedalada, lesões no ciclismo, treino resistido e também os equipamentos. Portanto a biomecânica está intimamente ligada ai ciclismo, sendo factor crucial para o rendimento do atleta.

Nessa imagem podemos ver como se faz a medida do tubo horizontal (top tube), que nos caso onde a geometria do quadro possui o formato slop, onde o top tube é maior do que o seat tube, devemos corrigir essa variável deixando o fita métrica sempre paralela ao chão, nesse caso um pouco acima do ângulo formado entre o top tube e o seat tube.
Há variáveis que o ciclista pode encontrar. Para começar vamos falar do quadro, que é a estrutura da bicicleta As duas principais medidas do quadro consistem no top tube (tubo horizontal) e no seat tube (tubo do selim), que nas bicicletas de estrada são dados em centímetros, e nas bicicletas de MTB em polegadas. As médias antropométricas são intimamente ligadas a esses valores, estando associadas a eles o tamanho das pernas, tronco e braços, além de outros pontos como flexibilidade, capacidade de força, cadência habitual, entre outros. Outra medida muito importante é o ângulo existente entre o top tube e o seat tube, que varia principalmente entre 73 e 78graus, sendo que quanto menor o ângulo, maior o conforto, excelente para provas de longa duração, e quando maior, mais potência é gerada, porém é mais desconfortável, excelente para prova de duração menores, como contra-relógio. No caso do MTB, esse ângulo também varia bastante, porém tirar a medida torna-se um pouco mais complicado pela variedade de modelos de quadros existentes.

Aqui a medida do ângulo entre o top tube e seat tube, no caso a medida foi de 75 graus, nesse caso pelo quadro ser slop também devemos corrigir, deixado a ponta superior do goniómetro (ferramenta usada para medir o anglo) paralelo ao chão.
Quanto ao tamanho das pedaleiras, os mais usados são os de 170mm, 172.5mm e 175mm, porém existem outros tamanhos mais presentes nas bicicletas de pista, chegando até 180mm. Essas medidas dependem do tamanho das pernas, da capacidade de força e também da cadência aplicada pelo ciclista.
http://www.ciclismobr.com.br
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Pedalar: em PÉ ou SENTADO?
Meus amigos, esta é uma dúvida que algumas pessoas têm:
"Numa subida, qual a altura mais indicada para se levantar do selim e pedalar em pé?
Um recente estudo norueguês descobriu a altura mágica: se estiver a fazer uma subida com uma inclinação de 10%, coloque-se de pé quando estiver a 94% do seu nível máximo de energia.
Com uma potência menor, é mais provável que renda mais se pedalar sentado, de acordo com o Dr. Ernst A. Hansen, autor do estudo.
Se o esforço necessário para a subida é menor, pedalar de pé pode trazer desvantagens biomecânicas."
in: http://www.menshealth.com.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=449&Itemid=88
Agora já não há desculpas para não gostar de subidas :-)
Abraço
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Treino_4 - Alongamentos
No BTT, como em qualquer prática desportiva, e para evitar lesões, é aconselhável fazer aquecimento e alongamentos.
Sempre que queremos andar de bicicleta, p.e., devemos preparar o nosso organismo, em particular vou falar-vos dos nossos músculos e tendões, antes do esforço intenso a que vamos estar sujeitos.
Assim, depois do aquecimento a propensão às lesões é menor (embora alguns gostem de não aquecer, depois mandam malhos e a culpa é dos buracos ou dos paus que se atravessaram no caminho; outros têm patrocinadores; enfim, há de tudo…).
Deste modo, antes de iniciar o treino de BTT, devemos realizar uma série de alongamentos musculares, começando com uma pequena corrida, saltos pequenos e deslizamentos laterais. Movimentos curtos, sem esticões, para que os músculos se vão adaptando, e depois o organismo retire o rendimento máximo.
Porquê alongar?
- Reduz a tensão muscular, proporcionando um efeito de relaxamento
- Favorece a coordenação e flexibilidade, permitindo movimentos mais fáceis e amplos
- Aumenta a extensão dos movimentos
- Previne lesões e dores musculares
- Favorece a circulação sanguínea – vasodilatação
- Evita a perda de flexibilidade
Fazer alongamentos é um trabalho “fácil”. Basta estar relaxado, concentrado e com vontade de fazer bem os alongamentos.
Conselhos para os alongamentos:
- Não se deve sentir dor ·
- Não há esticões
- Realizar apenas alongando o músculo
- Os alongamentos são muito importantes no final do treino, uma vez que os músculos trabalharam e sofreram compressões, necessitando agora de relaxe e voltar ao estado “normal”
Respiração durante os alongamentos
- A respiração deve ser lenta e controlada
- Devemos expirar quando estamos a alongar, e inspirar quando estamos numa posição de relaxe
- Não e deve conter a respiração, porque limitamos a chegada de oxigénio aos músculos. ·
- Se a tua posição de alongamento inibe a respiração, então estas a realizar o alongamento de forma errada e não está relaxado.
Não se esqueçam de alongar… afinal tem benefícios.
Deixo-vos abaixo uma pequena lista de alongamentos
Abraço
Treino_3
Existe uma formula (empírica) de calcular a frequência cardíaca máxima, valor que não deve ser ultrapassado (Obrigado Vítor por me lembrares)
a formula é:
Continuando na senda do treino, vou deixar aqui mais 3 possibilidades de treino.
1 - Um dia de subidas.
*5 repetições numa subida de 2 ou 3 km (quanto mais dura mais curta), subindo uma no Limiar anaeróbio (85% da tua frequência cardíaca máxima) e a seguinte acima do Limiar anaeróbio (a 90%, quase a fundo).
*Como recuperação faz a descida e rola um pouco em plano até completar dez minutos a ritmo suave. Antes de iniciares as séries faz 30 minutos de aquecimento a rolar suavemente.
2 - No dia seguinte vais pedalar em terreno plano.
*5 repetições de 10 minutos na zona do limiar anaeróbio (85% Frequência cardíaca máxima) e 10 minutos de recuperação entre cada série.
*A cadência deve rondar as 90 pedaladas por minuto para que subam as pulsações.
*Deves adequar o andamento (colocando um carreto maior ou menor) até atingires as percentagens de esforço.
3 - No fim-de-semana (sábado ou domingo) é o dia de longas distâncias
*5 a 6 horas com 3 ou 4 subidas de 7 a 10 km a ritmo moderado, começando na primeira semana por apenas 4 horas para chegar progressivamente às 6 horas.
*Nestas saídas deves encontrar o ritmo mais cómodo. É importante ter em conta a cadência.
Por exemplo: apesar de o Lance Armstrong ter lançado a moda de fazer 100 pedaladas por minuto, continua a haver muitas pessoas que abusam do prato grande e utilizam cadências baixíssimas. Em plano tenta ir a 90 rpm (rotações por minuto).
Assim evitas desgaste muscular.
Um exercício que te recomendo fazer são repetições muito curtas (de 15 segundos) a subir sem fazer força com as mãos, leva-as simplesmente apoiadas sobre o guiador e coloca um andamento pesado. Assim trabalhas a força (é como fazer musculação em cima da bicicleta, trabalhando não só os quadricípites mas também os bicípites e os glúteos) e, sobretudo, melhoras a qualidade da tua pedalada, eliminando o ponto morto.
Se não puderes tirar os braços, notarás como ao puxar uma perna para cima, a outra vai logo atrás para ajudar.
Basta dedicar-lhe uns minutos de vez em quando até que o movimento fique memorizado no cérebro.
Lembrem-se que tudo o que escrevi até agora, serve apenas como referência... não devem levar isto como certo, único e que resulta igual em todas as pessoas.
Abraço
Treino_2
Olá a todos.
Partindo do principio que já dominam o post Treino_1, vamos medir a FC
em repouso.
Tomo como exemplo: 52 batimentos por minuto (bpm)
Para que o treino tenha efeito no organismo devemos:
- fazer, no mínimo, 4 a 5 treinos/semana
- fazer 2 a 3 treinos aeróbios/semana (pelo menos 1 treino longo de 3-4horas)
- fazer 1 treino de força em subida/semana
- fazer 1 treino de potência/semana (por exemplo: trabalho de força explosiva - subidas curtas em grande desenvolvimento e em velocidade)
Nota: os treinos intensos deverão ser intercalados em pelo menos 48h (varia consoante as características individuais do ciclista).
Assim, tomemos como exemplo uma FC de 52 bpm (em repouso), para ajudar ao treino.
Nota: os intervalos ou valores de FC, servem APENAS de referência.
PLANO EXEMPLO
- 2ªf - treino suave em plano para recuperação (<60%fcmáx)>
- 3ªf - treino aeróbio com variação de FC entre as 70 e 85%Fcmáx 153 - 174bpm
- 4ªf - treino com subidas a "pedalar pesado" (60 a 75rpm de cadência). nas subidas manter a FC entre 88 e 92%Fcmáx 179 - 184bpm
- 5ªf - treino suave em plano para recuperação (<60%fcmáx)>bpm
- 6ªf - descanso
- sáb - treino técnico de btt entre 60 e 85%FCmáx 138-174bpm
- dom - prova ou treino com acentuada dificuldade técnica e física.
Esta poderá ser a planificação de uma hipotética semana de treino.
Não esquecer os 6 princípios colocados no post TREINO_1
Abraço e força no pedal

